Conversar é preciso com Raquel Bernardes e Sonelise Cizoto

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Raquel Bernardes e Sonelise Cizoto em Conversar é Preciso

Raquel Bernardes e Sonelise Cizoto

Para além da clássica metodologia em que “Ivo viu a uva”, a alfabetização de crianças pede muito mais. O desafio, então, é fazê-las perceber o mundo que habita. Por isso, “Conversar é Preciso” com a fonoaudióloga Raquel Bernardes e a educadora Sonelise Cizoto. Qual o tema principal? O “Mundo Encantado da LEC – Ler, Escrever, Compreender”.

Uma coleção de grandes ideias, repleta de criatividade e imaginação e numa linguagem e acessibilidade capazes de encantar miúdos e miúdas em idade escolar. Fosse um time de futebol, assim seria a escalação: livro de alfabetização, álbum de figurinhas, jogos de baralho do Tião e o livro da música.

Do campo para as telas, fosse um filme, contaria ainda com obras da literatura infantil com diversos títulos já publicados e a publicar: “As Rimas de Dom”, “Maya e a Mata”, “As Fotos de Lilo” e “Lilo, o Beija-Flor”, “Ana e Pai”, “Dois Botos”, “O Medão de Tião”, “O Dente de Dom” e tantos outros…

E sobre as imagens, nada se fala? Pois, Bruna Pellegrina garante um trabalho de ilustração em que nenhum leitor – os graúdos, inclusive – conseguem ficar indiferentes. Um verdadeiro trabalho de parceria, construção em equipe?

Nesta entrevista, Raquel e Sonelise falam sobre as motivações que levaram ao desenvolvimento dessas obras, a reação dos professores e das escolas diante do material didático e os planos para a sequência do trabalho.

A obra de ficção infantil “Maya e a Mata”, aliás, já recebeu até a versão em português de Portugal. Para surpresa dos miúdos de cá sobre o que significam os termos “indígenas”, “povos originários”, “povo”, etc. A conversa ressalta, ainda, que tudo começou no consultório de fonoaudiologia.

O trabalho das fonoaudiólogas Raquel Bernardes e Maria Inês Abranches juntou-se com a pedagogia de Sonelise Cizoto, com as ilustrações de Bruna Pellegrina e resultou num conjunto de obras a encher os olhos das crianças. Esperança para os pais, apoio para os educadores e inspiração para quem trabalha com educação.

Um pouco de Paulo Freire, de certeza, quando afirma que “ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão”.

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